segunda-feira, 12 de março de 2007

Cibercultura: aresta entre o domínio e a dominação.

Cibercultura: aresta entre o domínio e a dominação.

A sociedade conturbada na década de 60 e a juventude aguerrida e incorformada com o modo social em que vivia, onde a cultura não exercia o papel de inclusão, nem refletia o interesse de um grupo foi o ápice par ao surgimento de novas ideologias de vida. Haveria uma nova forma de enxergar o mundo, mas as conseqüências deste fato não foram medidas, muito menos calculadas.

A Cibercultura herdou da Contracultura o que a micro-informática é hoje na vida das pessoas. Se a busca por uma “liberdade” era ao principal objetivo de muitos grupos entudantis, esta meta foi alcançada e as respostas foram quase que inesperadas como qualquer revolução. O computador saiu das mãos dos poderosos donos da tecnologia e do Estado, seu monitorador. A tecnologia desceu do “pedestal” onde poucos possuíam os recursos e foi entregue a democracia.

Aos poucos a democratização da comunicação através da informática nos tornou donos de um mundo virtual aonde surgem milhões de assuntos, idéias, inovações, fatos e memórias. É um convívio que só existia na imaginação. É a imaginação à frente de nossos olhos. Porém, ao mesmo tempo que “somos” alguma coisa dentro dessa massa de interatividade e comunicação dispersa sem limites, direção, deixamos de “ser” alguma coisa. Tomamos o instrumento tecnológico que ainda é desconhecido quanto ao seu futuro, e ficamos perdidos donos de algo que é nosso dono. Somos espectros. Criaturas fantasmas que asombram, estando em dois ou mais lugares ao mesmo tempo, atravessando paredes, pulando de janela à janela, visionários ou legendários deste universo desconhecido, que pode despertar ódio em alguns (causa de crimes de Internet, hackers, tédio e angustia), paixão, prazer e interatividade a outros, como também um território de conhecimento.

Perdemo-nos neste saber que não possui perspectivas reais do que deve ser ou onde deve chegar. Somos espectadores de como que somos assistidos também, afinal é nossa maneira de atingir o anonimato (personificação fictícia) e sair dele também (exposição dentro do meio).
Enfim, invadimos, acessamos,baixamos,conectamos, desconectando em milésimos de segundos ou num simples clic, sem imaginarmos que é nossa imaginação refletida sob nossos olhares atentos a tela do computador. Justamente entregue ao nosso controle, e obviamente dominante do nosso desejo, historicamente, em controlado.


VOCÊ SABE QUE DIA É HOJE...HOJE É DIA 12 DE MARÇO!!!!

Um comentário:

Eduardo Cavalcanti disse...

Ok, Ronney. O objetivo era esse, elaborar um texto com uma visão mais pessoal do tema.
Os links também estão bons. Você só esqueceu de um para multimídia.
Ainda dá tempo.